domingo, 12 de dezembro de 2010

Morpheus


Morpheus era o deus dos sonhos, sendo o principal dos Oneiroi ou Orinos, os mil filhos de Hypnos, deus do sono e da sonolência. Era representado com asas, voava rápido e silenciosamente, lhe permitindo chegar em qualquer lugar e a qualquer momento.

Morpheus encarregava-se de induzir os sonhos
a quem dormia e de adotar uma aparência humana para aparecer neles, especialmente igual aos entes queridos, permitindo aos mortais fugir por um momento do olhar dos deuses.

Morpheus dorme em uma cama de ébano em uma gruta pouco iluminada, rodeado de flores de dormideira, que contêm alcaloides de efeitos sedantes e
narcóticos, enquanto seus irmãos Phobetor e Phantasus são responsáveis pelos sonhos dos animais e os objetos inanimados que apareciam nos sonhos. Morpheus só se ocupa dos elementos humanos.

Inadvertidamente, Morpheus revelou os segredos aos mortais através de seus sonhos, e por isso foi fulminado por Zeus. Do seu nome procede o nome
da droga Morfina, por suas propriedades que induz à sonolência e tem efeitos análogos ao sonho. E toda noite Morpheus vem nos abraçar e nos fazer sonhar, por isso se diz que dormir bem é estar nos braços de Morpheus.

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Sonhar é um fenômeno que sempre fascinou o ser humano. Durante o sono somos transportados para outro mundo onde em incríveis sonhos podemos realizar façanhas, encontrar aqueles que já morreram ou encontrar desconhecidos, subir aos céus, voar e descer aos infernos. Toda essa experiência que ocorre enquanto dormimos constrasta com a imobilidade que nos domina, parecendo que quem dorme se encontra com Thânatos, ou deixou de viver. Disso resultava que na antiguidade pensasse que através do sono se podia enxergar além da vida e encontrar com os antepassados mortos.

O descanso também está associado ao sono. De fato nas noites em que há muitos sonhos, a pessoa acorda cansada, porque os sonhos acontecem nas últimas horas de sono; e Alfred Maury considerava o sonho como um estado de semi-vigilia. Freud, o precursor dos estudos mais avançados dos sonhos, julgava que os instintos, quando reprimidos, tendem a se manifestar através dos sonhos. Isto numa linguagem simbólica representativa do desejo; nossa personalidade gravitaria em torno da auto-afirmação, do desejo do domínio.


As duas proposições foram consideradas válidas por Jung, que descobriu que nos recessos do inconsciente, existe uma infra-estrutura feita de imagens ou símbolos que integram a mitologia de todos os povos. São os arquétipos, reminiscências de caráter genérico que remontam a fases muito primitivas da evolução.

Todos nós temos nossas máquinas de tempo. Algumas nos levam de volta, elas são chamadas recordações. Algumas nos levam adiante, elas são chamadas de sonhos. Uma das calamidades da vida é sonhar apenas quando estivermos dormindo, porque o homem mais pobre não é o homem perde seu dinheiro; é o homem que perde a capacidade de sonhar...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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