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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Éolo, o deus dos ventos


Éolo era conhecido como o deus dos ventos. Vivia em Eólia, uma ilha flutuante, com seus seis filhos e seis filhas. Zeus lhe concedeu o poder de acalmar e despertar os ventos, mas o advertiu de nunca conceder gratuitamente nenhum de seus poderes.

Quando o herói grego Ulisses visitou Éolo, ele foi recebido como um convidado de honra. Éolo o presenteou com um vento favorável em uma sacola de couro repleta com todos os ventos, para usar em sua viagem. Ulisses foi imprudente deixando a sacola abandonada a um canto.


Os marinheiros de Ulisses pensando se tratar de uma sacola com ouro, abriram-na e a costa foi imediatamente varrida pelos ventos. Éolo se arrependeu de ter presenteado Ulisses com a força dos ventos e se recusou a ajudá-los. Novamente procurado por Ulisses, Éolo se justificou:

" Quem semeia ventos, colhe tempestades..."

******************
O mito de Éolo representa as nossas atitudes em relação aos outros. Quando distribuimos sorrisos e gentilezas, esperamos que os outros nos tratem da mesma maneira. No entanto, isso nem sempre acontece. Existem pessoas que não estão preparadas para viver em sociedade. A estas normalmente se julga serem injustas.

Somos condicionados desde pequenos a procurar por justiça, e quando na vida somos injustiçados sentimos raiva, ansiedade e frustração. Na verdade, procurar por justiça plena é como procurar a fonte da juventude eterna. A justiça não existe, nunca existiu e nunca existirá. O mundo não funciona dessa forma.

A natureza não é justa. Animais são predadores naturais de outros: os ratos comem os percevejos; a cobra comem os ratos; as galinhas comem as cobras; os coitores comem as galinhas etc. Assim é a cadeia alimentar dos bichos. Furacões, inundações, terremotos, todos são injustos, porque atingem bons e maus.

É um conceito mitológico sentir-se feliz ou infeliz devido à justiça; é isentar-se da responsabilidade pela própria felicidade. A exigência da justiça é verdadeira, mas não podemos nos deixar envolver demais nela, pois assim estaremos sendo injustos em relação a nós mesmos.

A injustiça é constante mas podemos nos recusar a sermos reduzidos a um estado de imobilidade emocional por causa dela. Esforçar-se para eliminar a injustiça é um dever mas ninguém jamais poderá se sentir psicologicamente derrotado por ela. Se você parar de plantar boas sementes de onde nunca nada se colhe, nunca se sentirá injustiçado. Porém saiba que: quem semeia ventos, colhe tempestades!...

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Quem sou

Nascida em Belo Horizonte, apaixonada pela vida urbana, sou fascinada pelo meu tempo e pelo passado histórico, dois contrastes que exploro para entender o futuro. Tranquila com a vida e insatisfeita com as convenções, procuro conhecer gente e culturas, para trazer de uma viagem, além de fotos e recordações, o que aprendo durante a caminhada. E o que mais engradece um caminhante é saber que ao compartilhar seu conhecimento, possa tornar o mundo melhor.

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